
Timing, Estratégia e Ativos Industriais: SC em Momento Decisivo
O mercado imobiliário industrial e logístico de Santa Catarina atravessa um dos momentos mais consistentes de sua história recente. A combinação entre crescimento econômico, localização estratégica e oferta limitada de novos empreendimentos criou um cenário de forte pressão por áreas industriais e logísticas, tanto para empresas quanto para investidores.
Para quem acompanha o setor, os números deixam claro: a tomada de decisão está cada vez mais relacionada ao timing. Postergar pode significar custos mais altos ou menos opções disponíveis.
Um mercado aquecido, comprovado pelos dados
Segundo o relatório Pulso do Mercado Industrial e Logístico da JLL Brasil (3º trimestre de 2025), Santa Catarina registrou uma absorção líquida de 105 mil m² no período. Esse volume representa cerca de 15% de toda a absorção nacional, um dado expressivo para um único estado.
Na prática, isso significa que a demanda por galpões industriais e logísticos cresce em ritmo superior à entrada de novos empreendimentos. Fatores como a força dos portos catarinenses, a diversificação industrial e a proximidade com grandes centros consumidores ajudam a explicar esse desempenho acima da média.
Oferta restrita e impacto direto nos preços
Esse movimento acelerado de ocupação resultou em uma taxa de vacância média estadual de apenas 5,5%, uma das mais baixas do Brasil. Em polos industriais estratégicos, como Araquari, esse índice é ainda menor, ficando próximo de 3%, o que reforça a escassez real de áreas disponíveis.
Com a oferta limitada, os valores de locação acompanham essa pressão. O preço médio do aluguel em Santa Catarina já gira em torno de R$ 26/m², posicionando o estado entre os mercados mais valorizados do país no segmento industrial e logístico.
Para empresas, esse cenário representa um desafio crescente de previsibilidade de custos. Para investidores, indica um mercado com fundamentos sólidos e forte potencial de retorno.
A leitura do investidor: rentabilidade sustentada por fundamentos
Do ponto de vista do investidor imobiliário, os indicadores apontam para uma tese clara. A combinação entre alta absorção, vacância historicamente baixa e aluguéis em patamar elevado reduz riscos e amplia o potencial de rentabilidade.
A escassez de áreas bem localizadas diminui a probabilidade de ociosidade, enquanto a tendência de valorização dos aluguéis fortalece os retornos no médio e longo prazo. Em regiões como Araquari, onde a vacância está abaixo da média estadual, projetos industriais bem planejados tendem a capturar essa valorização de forma ainda mais consistente.
Planejamento como vantagem competitiva para empresas
Para empresas em expansão, garantir espaço deixou de ser apenas uma decisão operacional e passou a ser estratégica. Em um mercado com vacância tão comprimida, depender exclusivamente da locação pode significar exposição a aumentos recorrentes e menor poder de negociação.
A antecipação — seja por meio da aquisição de áreas industriais ou do desenvolvimento de projetos sob medida (Built-to-Suit) — permite maior previsibilidade de custos, segurança operacional e flexibilidade para crescimento futuro, especialmente em regiões com infraestrutura consolidada.
Conclusão
O mercado industrial e logístico de Santa Catarina vive um momento em que tempo e estratégia caminham juntos. A baixa vacância, a valorização dos aluguéis e a concentração da demanda em polos específicos tornam o planejamento um diferencial competitivo.
Tanto para investidores quanto para empresas, o contexto atual favorece decisões estruturadas, baseadas em ativos bem localizados e alinhados à dinâmica de crescimento do estado. Em um cenário de oferta restrita, antecipar movimentos pode ser o principal fator de geração de valor.
